WebSoluções: internet com os pés no chão

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WebSoluções: internet com os pés no chão

Fundamentada em três modelos de negócio, a companhia estreiou pomposa no mercado online e já chegou a coordenar equipes de até 100 pessoas, responsáveis por projetos gigantescos – típicos da infância da Web. Hoje, são 20 funcionários que suportam o desenvolvimento de sistemas online, criam soluções de multimídia e oferecem modelos de educação à distância para compahias do porte da Unilever, Brasil Telecom e Accenture.

“De início, todos nós realmente acreditávamos no potencial sem limites trazido pela internet”, admite Cíntia Camarotto, diretora e sócia da WebSoluções e uma das responsáveis por projetos Web pioneiros como o Idealize, da editora Abril. Contudo, entre 2000 e 2001, o plano de alcançar receitas exorbitantes foi caindo por terra, ao mesmo tempo que uma perspectiva mais realista tomou conta das estratégias da WebSoluções.

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Acreditando na coerência das soluções oferecidas, a companhia optou pela mudança de atuação. Das iniciativas exclusivamente voltadas à internet, o alvo foi para as corporações. “Em 2001, participamos de projetos como o Noite ao Vivo, criado para ser independente do ponto de vista financeiro, por meio da publicidade e dos serviços prestados”, recorda Antonio Lapa Silveira, presidente da WebSoluções. “Contudo, esse tipo de iniciativa não se mostrou eficaz, apresentando hoje poucos cases de sucesso, como é o caso do Submarino”,

Com o alvo alojado nas corporações, chegara a hora de mostrar a viabilidade da Web como elo de comunicação entre corporações, fornecedoras, parceiros e, claro, consumidores finais. “A mudança foi um grande desafio para a WebSoluções. Como as iniciativas Web partiam do zero, qualquer ambiente de TI tinha utilização garantida. Mas nas corporações, nos deparamos com o legado”, pondera Lapa.

Tal demanda foi uma das propulsoras para a formação de uma equipe técnica bastante eclética na WebSoluções que tem a obrigação de atender aplicativos em qualquer ambiente, assim como integrá-los. Por outro lado, a empresa também se viu obrigada a cumprir o papel de catequizadora, mostrando às companhias a importância dos dados publicados nas iniciativas online. “Os usuários de Web são muito exigentes, uma vez que a concorrência é acirrada e a conexão é paga”, explica Cíntia. Sendo assim, a interface com os usuários se tornou condição sine qua non para a oferta de soluções. “Tornar a navegação agradável, intuitiva é tão importante quanto as tecnologias que estão por trás das transações online”, defende Lapa.

Apesar da sobriedade que tomou conta da corporação, ainda sobra muito espaço para perspectivas otimistas, como a de alavancar em mais de 50% o faturamento deste ano. “Em 2002, trabalhamos basicamente com três grandes clientes”, lembra Cíntia. “Apenas neste ano, fechamos mais quatro novos contratos com empresas como a Parmalat”.

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