Sydle investe em flexibilidade e lidera ranking de pequenas

Companhia mineira especialista em sistemas de automação estimula crescimento interno com treinamentos e bom clima

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Comemoracao — Foto: Divulgação

Tomar cuidado com a porta de entrada, ou seja, contratar assertivamente pessoas que contribuam com o clima organizacional. Isso significa que o processo de admissão não é meramente técnico, mas que também busca quem combine com os valores da companhia. Essa é a filosofia da Sydle, especialista em sistemas de automação de processos corporativos com sede em Belo Horizonte (MG).

A empresa aparece no ranking do GPTW TI e Telecom, publicado anualmente pela IT Mídia, novamente, desta vez liderando o ranking de pequenas companhias. Para Alessandra Ravaiani, diretora de Recursos Humanos da Sydle, os bons resultados são uma combinação de conhecimento em desenvolvimento de pessoas, um ambiente amigável, informal e flexível, e o envolvimento ativo da alta gestão nos assuntos do RH.

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“Prezamos muito pelas chances internas. Praticamente 100% das nossas lideranças ‘nasceram’ aqui”, explica a executiva. “As pessoas participam das decisões, é uma sensação de unidade.”

Segundo a gestora, o ambiente informal de startup é uma característica da empresa desde que fui fundada, em 2005, antes que esse tipo de formatação se tornasse uma febre. Isso reforça o nível de colaboração entre as pessoas, e aparece nas pesquisas de clima anualmente.

Horizontalidade é considerada importante pela empresa. Todas as cadeiras são iguais e o ambiente dividido é o mesmo. A ideia é mostrar que a influência do trabalho de cada um no todo.

O ambiente físico também busca ser um diferencial, abolindo paredes para passar a impressão de unidade e trabalho em equipe. A meritocracia é fundamental para o crescimento, e se baseia em valores como a colaboração, que é medida e cobrada de cada contratado. Ou seja, um excelente desenvolvedor de software só é promovido se colabora com o time.

Outro fator importante é a flexibilidade de horário, que estimula os colaboradores a fazerem uma autogestão. Assim, eles controlam as próprias demandas, de acordo com as necessidades de entrega. “Se querem emendar o feriado são elas quem vão dizer se podem ou não, porque são donas da sua responsabilidade”, explica Alessandra.

Atualmente, a Sydle conta com 70 funcionários – quatro deles fora de Minas Gerais, alocados em clientes, mas coordenados pela sede.

Crescimento

Para o desenvolvimento dos talentos, a Sydle oferece treinamentos formais e o auxílio de um padrinho assim que o funcionário é contratado. Além disso, alguém na mesma posição que o entrante presta um suporte inicial, respondendo dúvidas cotidianas, mostrando as ferramentas, ensinando sobre a cultura e reduzindo a curva de aprendizado.

O padrinho busca entender os interesses pessoais e profissionais do colaborador, para que o aconselhe não só sobre sua atuação, mas também meça seu nível de satisfação. Muitas vezes são os padrinhos os responsáveis por dar o feedback periódico, fazendo com que a pessoa cresça de forma coerente.

Esses feedbacks podem acontecer de forma espontânea, com conversas pontuais com o padrinho (que afinal divide o mesmo espaço de trabalho), de acordo com a necessidade de cada colaborador. Um ou dois feedbacks por ano podem ser suficientes, mas não são raros números maiores.

Estímulos financeiros fazem parte dos benefícios. Certificações e pequenos cursos podem ser integralmente financiados, de acordo com a área de interesse do funcionário e a necessidade da própria companhia.

Clima e futuro

A Sydle investe em programas de qualidade de vida e bem-estar que incluem ginástica funcional, acompanhamento da saúde, lanches disponíveis e muitos happy hours. Bons resultados são comemorados em conjunto, independentemente de qual time seja responsável pela conquista.

O bom clima é construído também com almoços mensais para os aniversariantes, sala de descompressão com videogame e outros itens relaxantes, lugares pensados para o descanso e o relaxamento antes da volta ao trabalho.

“Queremos sempre saber em que podemos melhorar. Não temos a ilusão de sermos perfeitos, mas fazemos de tudo para sermos”, diz Alessandra. “Estamos em contato diretamente com as pessoas.”

A empresa busca “jogar muito limpo”, ou seja, ser transparente nas comunicações a respeito da cultura, práticas do dia a dia e a própria saúde financeira.

Para os próximos anos, a Sydle pretende aumentar o número de mulheres contratadas – como uma empresa do setor de TI, o número de homens é maior que o de mulheres. Entre os esforços empreendidos está o de visitar universidades e estimular a participação de alunas nas seleções para cargos técnicos.

Top 3 entre as Pequenas no ranking GPTW TI

1º Sydle

2º DP6

3º MadeInWeb

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