WikiLeaks vai compartilhar ferramentas de hacking da CIA com empresas de TI

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Após o WikiLeaks publicar mais de 8 mil documentos vazados a partir do Centro para Ciber Inteligência da CIA, a Apple disse que já tinha corrigido a maioria dos exploits que a agência tinha encontrado para hackear os iPhones. Mas sem realmente ver o código que a CIA possui, a Apple não pode ter certeza de que corrigiu todos esses bugs. O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou na quinta-feira, 9, que vai compartilhar o código, que não estava presente nos documentos publicados, com a Apple e outras empresas de tecnologia.

“Decidimos trabalhar com as empresas de tecnologia para lhes dar acesso exclusivo aos detalhes tecnológicos adicionais que possuímos para que as correções possam ser desenvolvidas e aplicadas”, afirmou Assange durante uma conferência on-line para a imprensa. “Uma vez que esse material for efetivamente desarmado por nós, vamos publicar mais detalhes.”

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Segundo o Wall Street Journal, os engenheiros da Apple entraram em ação assim que os documentos foram vazados pelo WikiLeaks na terça-feira, 7/3, para descobrir quais bugs a CIA tinha encontrado e como eles tinham sido usados. Havia indicações nos documentos que deram uma ideia à Apple – ao menos o bastante para saber que alguns dos exploits já tinham sido corrigidos com updates do iOS.

“Apesar de a nossa análise inicial indicar que muitas das falhas vazadas hoje já foram corrigidas com a versão mais recente do sistema, vamos continuar trabalhando para corrigir rapidamente qualquer vulnerabilidade identificada”, afirmou a empresa de Cupertino em um comunicado sobre o assunto.

Agora que o WikiLeaks planeja compartilhar as ferramentas que a CIA usou com as empresas cujos aparelhos foram atacados, a Apple poderá corrigir qualquer buraco de segurança remanescente no iOS. Depois que esses bugs forem corrigidos, o WikiLeaks vai publicar o código online.

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