Salesforce tenta bloquear compra do LinkedIn pela Microsoft

Provedora de CRM cloud quer barrar aquisição da rede social pela fabricante do Windows junto a órgãos de competição da União Europeia

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A Microsoft fez um grande estardalhaço no mercado de TI há alguns meses quando anunciou que desembolsaria US$ 26,2 bilhões na compra do LinkedIn. A Salesforce, aparentemente, não gostou nada desse movimento e está tentando bloquear a aquisição junto a órgãos da União Europeia.

Burke Norton, diretor jurídico da fabricante de CRM cloud, argumentou a autoridades da EU que o controle dos ativos de dados da rede social corporativa pela fabricante do Windows pode ferir regras de competição.

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Em janeiro, a responsável por assuntos de concorrência no bloco europeu, Margarethe Vestager, que a agência olharia diretamente para a forma com essa integração impactaria no uso de dados.

“A proposta de compra do LinkedIn pela Microsoft afeta o future da inovação e da competição”, pronunciou Norton, em um documento divulgado na quinta-feira (29/09). “Tendo a posse dos dados de mais de 450 milhões de profissionais, de mais de 200 países, a Microsoft poderá negar o acesso de concorrentes a essas informações, obtendo uma vantagem injusta”, afirmou.

O pronunciamento recente aparece como um novo capítulo de uma relação turbulenta entre Microsoft e Salesforce. As companhias estariam lutando para ver quem compraria o LinkedIn. A fabricante do Windows venceu essa queda de braço no início de 2016, o que gerou comentários ácidos do CEO da provedora de CRM cloud, Marc Benioff.

“A compra já está alinhada para ser concluída nos Estados Unidos, Canadá e Brasil”, anunciou Brad Smith, presidente da Microsoft, que não mediu palavras para contratacar o líder da Salesforce. “Estamos comprometidos em trazer o preço mais competitivo de CRM e a Salesforce, o participante dominante, cobra os preços mais caros desse mercado atualmente”, adicionou.

Mesmo que a União Europeia não bloqueie a aquisição, é possível que olhe com cuidado os termos da compra, o que pode atrasar o ritmo de integração entre as operações. A Microsoft pretende fechar a compra do LinkedIn ainda esse ano.

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