Tablets da Positivo chegarão até dezembro, com Android

Empresa dá início às operações na Argentina, com a marca Positivo BGH, e prevê política agressiva de preços apoiada no ganho em escala.

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Tablets da Positivo chegarão até dezembro, com Android

A aliança entre a brasileira Positivo e a argentina BGH, que gerou a marca Positivo BGH, entra em operação em solo argentino com unidade fabril, localizada na Terra do Fogo, capacitada a produzir 2,5 mil computadores por dia e 30 mil placas-mãe mensalmente para notebooks.

A empresa [que totalizou cerca de 2 milhões de PCs vendidos em 2010] venderá três linhas de notebooks na Argentina e, em breve, também no Uruguai. Todas as máquinas com processadores Intel Core i3 e sistema operacional Windows 7. 

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Em uma segunda etapa, chegarão os tablets, ainda neste ano. “Com certeza, teremos esses dispositivos para o Natal, no Brasil e na Argentina”, promete Hélio Rotenberg, presidente da Positivo.

De acordo com o executivo, os tablets da Positivo rodarão o sistema operacional Android, porém a versão ainda está em definição. “Já temos o direito de licenças para a 3.0. Contudo, estamos alinhando com a Google qual será a versão.”

Rotenberg não revela os preços dos tablets, mas afirma que eles seguirão a estratégia da empresa de  oferecer preços altamente competitivos. “A capacidade de produzir grande volume garante o lucro com vendas em grande escala, permitindo trabalhar com  preços agressivos”, diz Norbeto Maraschin Filho, CEO da Positivo BGH.

Maraschin destaca que a empresa avaliou o mercado argentino e detectou a capacidade de venda de mais de 4 milhões de unidades de equipamentos, sendo que dois terços desse montante serão de portáteis. “Sem contar que esse mercado cresce cerca de 17% ao ano no setor.”

Recuperação via Argentina

A Positivo amargou prejuízo líquido de 33, 7 milhões de reais no primeiro trimestre deste ano, queda de 21% em relação ao mesmo período no ano passado. O resultado desfavorável foi atribuído pela empresa ao acirramento da competição no mercado brasileiro, afetando a rentabilidade dos fabricantes.

Rotenberg  aposta na operação argentina, com a Positivo BGH, para reverter o quadro negativo da empresa. “Vamos recuperar nossa posição.”

Gustavo Castelli, CEO da BGH, que tem faturamento estimado em 2011 de 650 milhões de dólares, diz que a planta da fábrica em Rio Grande [30 mil metros quadrados], na Argentina, consumiu investimentos de 30 milhões de dólares para a sua construção em 2009. A Positivo BGH, de acordo com Castelli, totalizou investimentos de 50 milhões de dólares. “

“Estamos em processo de internacionalização com operações no Brasil, Chile, Uruguai e Colômbia. Os próximos passos nos levarão ao Peru e México”, diz Castelli. “No Brasil, atuamos com a Positivo em reparos de placas-mãe para notebooks.”

“Até o final deste ano, nossa meta é estarmos entre os principais players  do mercado de informática”, diz Maraschin. “Nossos equipamentos são competitivos e por isso nos permitirão estar entre os líderes em 2011 na Argentina”,  garante o executivo.

 * A jornalista viajou à Argentina a convite da Positivo

 

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