Fuga da CLT inibe investimentos em empresas nacionais, defende investidor

Para Luiz Rodrigues Alves, da Advent International, problemas com contratos de funcionários afugentam investimentos ou propostas de aquisição de companhias nacionais.

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Fuga da CLT inibe investimentos em empresas nacionais, defende investidor

“O Brasil tem um dos dez maiores setores de TI no mundo, mas não existe nenhuma empresa brasileira entre as dez maiores do segmento.” Foi com essa frase que Luiz Antonio Rodrigues Alves, representante da empresa de investimentos Advent International, abriu sua participação em uma mesa redonda no evento Brasil Outsourcing. Ao dizer que sua companhia tem cerca de dez milhões de dólares para investir na região, Alves destacou a dificuldade de se encontrar bons negócios em TI no País.

De acordo com o executivo, o problema está na falta de uma estrutura formal dentro das empresas especializadas em serviços. “A contratação de funcionários é um problema para o momento de aquisição ou fusão. Quem vai comprar um problema potencial?”, questiona o executivo. Ele completa: “Ainda que buscar modelos alternativos à CLT tenha sido uma resposta encontrada, ela é extremamente prejudicial em médio e longo prazos”.

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Para Alves, os investidores têm medo de apostar em uma empresa nacional. “É difícil investir se, no momento de entrada ou de saída, as contingências são muito grandes. Não adianta entrar na companhia para gastar boa parte do tempo tentando ‘consertá-la’”, afirma. Como recomendação final, Luis Antonio Rodrigues Alves aposta em um eufemismo: “O nó está nos problemas potenciais com contratação de pessoal. As empresas precisam encontrar um modelo mais ‘formalista’ de contratação”.

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