Know-how ou Know-Why?

O valor da agilidade e a relação do o que, como e por que

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Know-how ou Know-Why?

As metodologias ágeis estão cada vez mais disseminadas. Quem
ainda não está usando, pensa em adotá-las. Até porque, são práticas modernas e
as pessoas estão curiosas ou não querendo ficar de fora desta “onda”. Existem
também aqueles que pensam estar utilizando, mas ainda não conseguiram extrair
os benefícios esperados. As expectativas são elevadas e não são todos os que
conseguem tirar proveito.

De uma forma geral, a expectativa
está em melhorar a performance, principalmente, das equipes de desenvolvimento:
o “COMO”. E é claro que o “COMO” pode e será melhorado com a utilização das
práticas. Mas não apenas nos times de desenvolvimento! Todas as equipes que
utilizam os conceitos adequadamente podem e vão se beneficiar das práticas. Isso
acontece por uma razão muito simples: aprendizado contínuo. Portanto, as
equipes que estiverem preocupadas em incrementar o seu potencial e qualidade de
entrega e atentas e abertas às melhorias de seu processo terão seus ciclos de trabalho
cada vez mais bem aproveitados e com a inevitável evolução da produtividade e de
todos os indicadores qualitativos e quantitativos, que se quiser mensurar. Isso
vai acontecer naturalmente no processo de aprendizado: cada vez melhor, cada
vez mais rápido, cada vez com mais qualidade.

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No entanto, as práticas ágeis não são ágeis por que incrementam
a produtividade… E este é o conceito mais importante e mais confundido! As
práticas ágeis são ágeis porque geram mais valor para o negócio mais
rapidamente. Portanto, antes do “COMO”, é fundamental preocupar-se com o “O QUE”
e, antes disso, o “POR QUÊ”. Valor para o negócio tem a ver com entendê-lo
muito bem e realizar escolhas bem feitas e priorização adequada ao negócio. Muitas
vezes, o valor é gerado por escolhas do que NÃO fazer.

E é aqui que o esforço precisa ser colocado! No conhecimento do
negócio em si para fazer as escolhas certas. E isso não é simples! Muitas
vezes, esbarra-se na cultura existente, em interesses internos e burocracia.
Para isso, é necessária a atitude correta: assertiva e pragmática perseguir,
incansavelmente, o maior valor para o negócio. Ao fazer desta forma, as
entregas de valor acontecem de forma mais ágil, mesmo que o “COMO” ainda não
esteja azeitado (mas ele estará logo, tenho certeza!).

Se o esforço é investido em fazer sempre primeiro tudo o que
for mais importante para o negócio, a chance de ter um produto entregável
rapidamente é enorme (para começar a “resgatar” o valor mais cedo). Por isso é
ágil! Muitas vezes, não será
necessário nem implementar as funcionalidades menos prioritárias… Assim,
ao se juntar ou compatibilizar o entendimento do negócio, “POR QUE”; as entregas
dos produtos mais importantes antes, “O QUE”; com o aumento de produtividade da
equipe (implementadora), que o processo de aprendizado contínuo trás, o “COMO”,
o resultado é a entrega dos sonhos. E, pode acreditar, ela existe, é possível e
é viável! Muito viável!

Como
costumamos dizer: “Fazer o que é certo da forma certa”!

 

(*) Cláudio Barizon é Diretor
de Negócios Digitais da TeamWare Solutions

 

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