Ele, um elo: Elon

Será interplanetário o futuro da humanidade?

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Foto: Adobe Stock
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Lideranças inspiradoras sempre foram, são e serão importantes. Em tempos de crise essa importância é exacerbada. Vamos falar hoje sobre um líder de 49 anos, que aos 12 escreveu seus primeiros programas de computador e dizia que queria salvar a humanidade: Elon Musk. Muito difícil nestas poucas linhas falar sobre ele. Nasceu na África do Sul, mas mudou-se para o Canadá e depois EUA para cursar a universidade. Formou-se, ao mesmo tempo, em Economia e Física pala conceituada Universidade da Pensilvânia. Aceito em Stanford, na Califórnia, para cursar o Doutorado, ficou somente 48 h lá. A sua veia empreendedora falou mais alto.

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Com 19 anos montou sua primeira empresa. Aos 31 anos já havia montado e vendido uma segunda empresa e já era bilionário. Seus planos não envolviam só enriquecer. Capitalizado, ele correu atrás do seu sonho de criança de contribuir para que o homo sapiens, nossa espécie, tivesse um plano B caso as coisas dessem errado com o nosso querido, mas maltratado, planeta Terra. Fundou a Space X em 2002 com o objetivo de alcançar e colonizar novos planetas. O primeiro seria Marte. Chegar ao planeta vermelho, criar colônias autossustentáveis e estabelecer um fluxo de ida e volta de passageiros e cargas até 2024 era a sua meta.

A ousadia e o pioneirismo do objetivo cobraram um preço. Alto. Os três primeiros foguetes lançados, cujas imagens foram divulgadas em shows midiáticos, explodiram. A descrença em Elon e seus projetos era evidente. Ele mostrou, então, uma resiliência e foco dignas dos grandes líderes. Seguiu em frente gastando os últimos recursos financeiros de que a empresa dispunha para um quarto lançamento em 2008 – que foi um sucesso total. No mesmo ano, a NASA fechou com a Space X um contrato de US$1.5B para levar cargas para a Estação Espacial Internacional (ISS), e colocar vários satélites no espaço. A empresa só colecionou sucessos a partir daí.

Colocar o homem em Marte, entretanto, não era um trabalho suficiente para Elon. Ele queria, não só salvar o mundo colonizando outros planetas, mas também melhorar a nossa vida aqui na Terra. Os carros elétricos e autônomos sempre atraíram a atenção dele. O aquecimento global era um grave problema, no seu entender, mas também uma oportunidade. A Tesla, fundada em 2003 por dois engenheiros, na Califórnia, fez seu primeiro aporte de capital em 2004. Elon foi o responsável por 86% dos recursos captados. A empresa, gerida pelos fundadores, ia muito mal. Em 2008 Elon assumiu o posto de CEO da Tesla, em péssima situação financeira. De novo, a determinação e visão do nosso personagem fizeram a diferença. A empresa foi salva e está muito bem, liderando o mercado de veículos elétricos e na vanguarda dos carros autônomos. Em julho deste ano a Tesla tornou-se a empresa do setor automotivo mundial de maior valor de mercado, à frente de gigantes como Toyota, Ford e GM.

Colocar o homem em Marte e, ao mesmo tempo, ser um dos líderes no combate ao efeito estufa, não eram suficientes para Elon Musk. Ele fundou mais três empresas nos últimos anos: A OpenAI, em 2015, uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é impedir que governos e grandes corporações tenham o monopólio da tecnologia mais disruptiva das últimas décadas: a inteligência artificial. Fundou também a TBC, em 2016, para resolver os problemas de congestionamentos de Los Angeles e, no mesmo ano, a Neuralink, que estuda a conexão do cérebro humano com os computadores. Ufa!

Elon Musk não é uma unanimidade. De personalidade forte e controversa, está sempre criando problemas com governos e entidades importantes como a SEC, que disciplina o mercado de ações nos Estados Unidos. Pode não ser querido por todos, mas é, sem dúvida, um dos elos mais fortes do nosso planeta com o futuro.

 

Sergio Basilio é Diretor Comercial da Synnex Westcon Brasil

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