Deprecated: Calling get_class() without arguments is deprecated in /var/www/vhosts/localhost/html/wp-content/plugins/integracao-rd-station/includes/events/rdsm_plugin_uninstalled.php on line 12 Deprecated: Calling get_class() without arguments is deprecated in /var/www/vhosts/localhost/html/wp-content/plugins/integracao-rd-station/rdsm_assets_loader.php on line 14 Deprecated: Calling get_class() without arguments is deprecated in /var/www/vhosts/localhost/html/wp-content/plugins/integracao-rd-station/rdsm_assets_loader.php on line 15 Deprecated: Calling get_class() without arguments is deprecated in /var/www/vhosts/localhost/html/wp-content/plugins/integracao-rd-station/rdsm_assets_loader.php on line 16 Deprecated: Calling get_class() without arguments is deprecated in /var/www/vhosts/localhost/html/wp-content/plugins/integracao-rd-station/rdsm_assets_loader.php on line 17  Desafios da economia criativa no Brasil IT ForumIT Forum

Desafios da economia criativa no Brasil

Publicado:

Leitura 4 minutos

Desafios da economia criativa no Brasil
Desafios da economia criativa no Brasil

Muitos setores não sobrevivem a uma crise. Em meio a um cenário desafiador, crescer se torna tarefa ainda mais difícil. Mas existe um mercado que tem ganhado seu espaço, sobretudo na última década: a economia criativa. O termo foi criado para definir atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual. Diferentemente da economia tradicional (de manufatura, agricultura e comércio), a economia criativa é focada no potencial individual ou coletivo para produzir bens e serviços criativos. Os principais setores envolvidos são o de cultura, moda, design, música, artesanato, mídias, além de tecnologia e inovação.

O momento é para essa “indústria” é positivo. No Brasil, de acordo com dados da UNESCO, a economia criativa conta com 215 mil empresas, um crescimento de 70% nos últimos dez anos. O PIB da economia criativa chegou a R$ 126 milhões, 3% do total da economia brasileira. Apesar dos números positivos, os desafios ainda são grandes em vários aspectos, como retenção de capital humano e implementação de modelo de negócios.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Para traçar um cenário da economia criativa no país, Steven Pedigo, diretor de pesquisa e cidades do Creative Class Group – consultoria norte-americana focada em estratégia de negócios -, coordenou, em parceria com alunos de pós-graduação do Centro Universitário Belas Artes, um estudo abrangente das indústrias e dos âmbitos criativos em São Paulo. O conteúdo engloba setores como o de tecnologia, artes, cultura, arquitetura, design e ciência e a ideia é entender as vantagens competitivas, oportunidades e desafios associados com a economia criativa na capital paulista e no Brasil.

As primeiras conclusões do estudo foram apresentadas durante a segunda edição do Fórum Belas Artes de Economia Criativa, realizado no dia 4 de outubro, em São Paulo.

Foram desenvolvidos perfis qualitativos das indústrias e áreas da economia criativa na cidade. “Tivemos como premissas os 4 Ts – tecnologia, território, talento e tolerância – para avaliar São Paulo como cidade criativa”, explica Pedigo.

A partir dos quatro pilares, o estudo posicionou o Brasil em relação a outros países. Em termos de talentos, o País sofre com a dificuldade de manter sua força de trabalho no território. Um dos principais motivos é a falta de estrutura e respaldo legislativo para registrar projetos intelectuais no País, por exemplo. Nos outros três quesitos, o Brasil está de certa forma bem posicionado, sobretudo em “Tolerância”, por ser considerado uma nação aberta e receptiva. Em termos de desenvolvimento tecnológico, está em um patamar médio, à frente de países como Irlanda, Itália e Russia.

No geral, o Brasil é visto como um País de muitas oportunidades com economia criativa. O ponto desafiador é unir o potencial intelectual dessa indústria ao mundo dos negócios. Ou seja, conseguir dar valor econômico às ideias e criar uma cultura empreendedora.

Em termos de investimentos, Pedigo destacou a necessidade de mais suporte do governo, mas também encorajou instituições privadas a aderirem a projetos deste setor. “A iniciativa privada é peça fundamental nesse processo e precisa se envolver. Não podemos esperar apenas uma ação do governo. É preciso a participação de líderes do setor privado, como universidades.  Temos que pensar a economia criativa como um propulsor do crescimento econômico.”

Na prática: realidade virtual

Um exemplo de economia criativa aliada aos negócios estava bem ao lado do público do Fórum. Rawlinson Terrabuio, diretor de marketing e cofundador da Beenoculus, empresa desenvolvedora do primeiro dispositivo de realidade virtual brasileiro, também participou do evento e apresentou seu projeto ao público presente, formado principalmente por estudantes do instituto.

No caso da Beenoculus, a empresa conseguiu encontrar formas de como comercializar a economia criativa. “Uma das virtudes da Beenoculus é ter um time multidisciplinar, com profissionais de áreas como inovação, engenharia, administrativo, marketing. Cada um faz sua parte e todos se completam”, declarou o executivo, que se anima com as projeções para o mercado de realidade virutal. De acordo com o Gartner, as vendas de óculos de realidade virtual poderão superar US$ 1 bilhão este ano e atingir US$ 21 bilhões em 2020.

Rawlinson lamentou as dificuldades para a economia criativa no Brasil, mas deixou o recado. “O segredo é a colaboração.”

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita