O big data, termo utilizado para designar grande volume de dados, é uma tendência tão discutida recentemente que passa a impressão de que está aí e existe há muito tempo. Mas, para nossa surpresa, não é bem assim: estima-se que 90% de todas as informações armazenadas atualmente foram criadas apenas nos últimos dois anos. Isso é fruto de um crescimento exponencial na geração de dados, algo estimulado por conta de diversos fatores, como é o caso do aumento da quantidade de smartphones por pessoa.
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Ainda, de acordo com pesquisa do IDC, os investimentos em ferramentas que facilitam o uso da tecnologia serão uma exigência para todas as empresas até 2018. Nesse sentido, como se valer das informações em massa armazenadas para tomar decisões benéficas para a corporação?
É evidente que relatórios de análises de informações com a função de suportar a tomada de decisão já existem há tempos. Contudo, se antes para cada nova pergunta era necessário a implantação de um projeto para então iniciar as pesquisas de informações que compusessem um banco de dados e, por fim, obter um reporte analítico, o big data tornou o processo mais ágil, uma vez que todas as informações já estão disponíveis para pesquisa e leitura dos resultados.
Não por acaso, de acordo com uma pesquisa realizada no começo do ano pela NewVantage Partners LLC, empresa de consultoria e gestão focada em estratégias de dados e big data, 69,6% das corporações entrevistadas consideram a tecnologia essencial para o sucesso de uma organização. Entretanto, para utilizá-la da forma mais eficiente possível, o primeiro passo deve ser estabelecer um rígido critério na apuração das informações, garantindo que os dados recolhidos para análise estejam de acordo com a realidade da empresa.
Uma escolha, por mais acertada que seja, pode ser nociva para o negócio caso os dados utilizados não tenham sido analisados minuciosamente. Para evitar esse risco, existem empresas que oferecem soluções para armazenamento de dados combinadas a arquiteturas que viabilizam a “limpeza”, organização de dados – estruturados ou não – e processamento de informações, elaborando um mix de ofertas que se adapte à demanda de cada negócio no sentido de realizar análises confiáveis para direcionar as decisões da melhor forma e dentro do melhor cenário possível.
Além disso, a segurança dos dados – tema amplamente discutido dado ao aumento da sofisticação de hackers que além de roubar também têm alterado informações importantes de um banco de dados – é, entre outros fatores, um ponto crucial que deve ser considerado ao utilizar big data. Nesse sentido, é importante contar com um parceiro que apresente soluções completamente blindadas de possíveis ataques, permitindo acesso às informações e análises seguras para tomada de decisão. Adicionalmente, o fornecedor também deve ter uma forte responsabilidade de compliance e RH, com objetivo de garantir a confidencialidade necessária para a organização.
Por fim, o big data pode – e vai – continuar tendo papel fundamental no desenvolvimento de uma companhia. Ainda segundo o estudo da NewVantage Partner LLC, mais de 26,8% das corporações entrevistadas investirão mais de US$ 50 milhões na tecnologia até 2017. Isso demonstra como big data já é uma realidade e, para se valer dos seus benefícios de forma inteligente, o ideal é contar com um fornecedor que esteja atento às novidades que a tecnologia irá demandar nos próximos anos e que ofereça isso aos seus clientes como uma vantagem que os diferencie no mercado. Dessa forma, a “avalanche” de informações coletadas e processadas a cada minuto poderá ser uma grande aliada no momento de escolher os melhores caminhos, fazendo assim com que o negócio mantenha sua competitividade em sua área de atuação.
*Antônio Carlos Guimarães é Evangelista de Cloud da Fujitsu do Brasil