Qual a relação entre o iatismo e um data center?

Publicado:

Leitura 3 minutos

Qual a relação entre o iatismo e um data center?
Qual a relação entre o iatismo e um data center?
Velejar não é tão simples quanto se possa imaginar. Há centenas de detalhes que devem ser considerados na prática do esporte, desde a colocação correta de uma corda no barco até as condições do vento, que podem influenciar diretamente na estratégia tomada pelo iatista. 
As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
O sueco naturalizado brasileiro Lars Bjorkstrom, campeão olímpico em 1980 de vela, sabe como a atenção a todos os elementos são vitais para o sucesso em uma competição. Em 1984, um parafuso mal colocado causou sua desclassificação e da situação ficou a lição de que nenhum detalhe pode ser deixado de lado, nem mesmo os que são considerados mais simples. 
Anos depois, Bjorkstrom parou de competir profissionalmente e passou a atuar como engenheiro na Aceco TI, onde é responsável por cuidar de todas as minúcias dos projetos de construção de data center conduzidos pela empresa. Lá, ele usa todo seu conhecimento em iatismo para desenvolver projetos de qualidade e precisão. 
“Um data center, assim como um veleiro, é um sistema complexo. Uma falha pequena pode colocar tudo em risco. Confiabilidade é fundamental, além de atender à diversidade dos clientes e cada necessidade de forma dinâmica”, sintetiza, garantindo que muitas técnicas do iatismo podem ser perfeitamente aplicadas em um centro de dados. 
Assim como um barco, que precisa ser montado peça a peça, um data center também tem, além da complexidade de ser erguido, desafios de integração. “Precisamos analisar todas as pontas, do cabo à configuração”, observa. Como muitos dos data centers erguidos pela Aceco são em prédios comerciais em meio à cidade, a dificuldade é ainda maior, causando preocupação com segurança, energia sempre disponível e conectividade.
Futuro do data center
No esporte, técnicas evoluem conforme os anos e no data center não poderia ser diferente. Bjorkstrom reconhece que muitas das tecnologias dos centros de dados, hoje, estão se tornando obsoletas e há uma grande mudança em curso. “A Lei de Moore está no limite e isso muda arquitetura de processador, storage, servidor e muitas outras soluções.”
Claramente, o futuro, diz, está pautado na hiperconvergência e o hardware vai se transformar em material burro, como ele mesmo definiu. “Toda a lógica já está no software”, comenta.
Graças à virtualização, há ainda a tendência de mais informações em menos espaço, reduzindo ocupação física e consumo de energia. “Data centers não devem crescer tanto em metro quadrado, mas, sim, em gasto energético. Isso é um desafio, uma vez que esse recurso natural torna-se cada vez mais caro.”
Outros elementos não podem ser esquecidos são mobilidade e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), diz, que deverão promover ainda mais complexidade no ambiente tecnológico e devem ser endereçadas no coração do data center. “Com IoT, centralizar tudo em um data center não será a resposta, porque a comunicação não vai dar conta. Tratar os dados localmente será o segredo”, assegura.
Diante desse cenário, para Bjorkstrom, adaptabilidade e flexibilidade serão palavra-chave do data center daqui para frente. “É preciso dinamismo. Construir para mudar, antes que comece a chover e você tenha de alterar a rota sem saber o que vem pela frente”, finaliza, comparando esporte e TI mais uma vez.

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita