Os pesquisadores do Facebook criaram recentemente algumas ferramentas interessantes no segmento de inteligência artificial (IA), como um software que é capaz de reconhecer objetos em imagens digitais, ou um programa que permite que pessoas criem imagens tridimensionais em um ambiente virtual.
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A rede social está abrindo mais detalhes sobre sua pesquisa de inteligência artificial, visando a troca de informações com outros desenvolvedores para promover ideias que poderiam ajudar a melhorar os seus próprios produtos e serviços. Isso é completamente oposta à abordagem que a Apple tomou; a fabricante do iPhone também funciona em tecnologias de IA, mas mantém muito de sua atividade em segredo.
Essencialmente, o Facebook está apostando que a partilha de uma tecnologia beneficiará a todos tornará o processo mais rápido do que fazê-lo sozinho. A rede social também não tem muita escolha – afinal ela não controla um sistema operacional móvel ou uma rede de telecomunicações, por isso precisa trabalhar com outras empresas para evoluir a tecnologia.
Portas abertas
Da mesma forma que ocorreu com o seu hardware de data center, a iniciativa do Facebook de liberar suas descobertas para conseguir trabalhos conjuntos também ajudará a empresa a poupar investimentos em servidores por trás da rede que conecta 1,49 bilhão de usuários.
O Facebook contou sobre os obstáculos que está enfrentando no ramo da inteligência artificial e fabricantes de chips, como Intel e ARM, já a consultaram para desenvolver novos processadores que são otimizados para tecnologias específicas de AI, tais como redes neurais.
A inteligência artificial está se tornando uma tecnologia cada vez mais importante e seu uso pode ser interessante para diversos tipos de aplicações, de tradução e assistentes robóticos, às ciências da saúde e análise financeira. A tecnologia já existe há décadas, mas só agora a computação está avançada o suficiente para começar a entregar em alguns dos objetivos da AI.
Na sede do Facebook, em Menlo Park, na Califórnia, estão sendo desenvolvidas criações como o óculos de realidade virtual da rede social, o Facebook owns Oculus, por meio do qual artistas podem usar ferramentas para desenhar objetos em 3D. Além disso, a empresa também está trabalhando em seu assistente virtual, o M, e, uma hora é provável que a tecnologia seja disponibilizada de alguma maneira para todos os usuários da rede social.
Em dezembro, a companhia tem planos para apresentar um estudo sobre segmentação de imagem durante a conferência anual Neural Information Processing Systems (NIPS).