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Os dados precisam estar conectados para fazerem sentido. A afirmação parece óbvia, mas só tem sido colocada em prática pelas empresas agora, por conta do conceito de Big Data. “O mercado está se perguntando como trazer valor agregado aos dados. Há uma busca cada vez maior em entender este assunto”, observa o professor Edson França, da Faculdade de Tecnologia Bandeirante (Bandtec).
Em palestra durante o IT Forum Expo/Black Hat, o especialista ressaltou que vários segmentos estão procurando como aproveitar as informações dentro deste mar de dados corporativos de diferentes formatos. “Estamos começando a trabalhar em um cenário em que buscamos as predições, não é mais apenas o BI tradicional”, afirma o especialista.
Neste cenário, uma das aplicações importantes que surgiram foi a plataforma de código aberto Hadoop, que hoje serve como base tecnológica para muitos projetos de Big Data e é voltado para o processamento de grandes conjuntos de dados. Anderson Tadeu Milochi, também da Bandtec, explica que o Hadoop distribui o processamento de dados em fragmentados e cada um deles devolve uma resposta ao sistema, facilitando a análise de grandes volumes.
O Storm, outra plataforma aberta citada, também atua da mesma forma. ?O Storm faz o processamento em etapas até que o dado chegue em tamanho e condição em que esteja próximo do conhecimento que é preciso?, explica Milochi.
Ele também foi um dos palestrantes do IT Forum Expo/Black Hat e falou sobre um dos maiores projetos mundiais de análise massiva de dados, o SKA. Trata-se de um grande telescópio produzido a partir de outros telescópios que irá produzir uma enorme quantidade de dados. São onze países envolvidos e, com essa tecnologia, seria possível detectar um radar de aeroporto em uma distância de até dez anos luz, conforme conta Milochi.
Redação
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Pamela Sousa
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