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Enfim, a Samsung apresentou suas mais novas apostas para a linha de alto consumo no Brasil. Junta-se ao Galaxy SIII os novos devices Galaxy Note 10.1, o tablet multitarefas da fabricante, e o Galaxy Note II, que traz a evolução da primeira versão.
Como já sabemos, a aposta dos dois novos devices, principalmente para o 10.1, é a utilização da S Pen, que vem com proposta muito diferente das Stylus fabricadas por diversas empresas, conta com muita tecnologia embarcada, como um acesso Bluetooth para atender a uma chamada telefônica.
E qual o motivo dessa aposta? Resposta simples, que pode não te agradar, mas é o que dirige os investimentos e crenças da Samsung: gerar conteúdo. ?A S Pen não é uma stylus, pois acompanha a escrita natural do usuário e foi melhorada com a adição de 1024 níveis de pressão, para diferentes experiências de escrita a pintura, dos mais diversos pincéis aos diferentes tipos de lápis?, ressaltou Michel Piestun, vice-presidente de Telecomunicações da Samsung. ?Além disso, existe a tecnologia Palm Rejection, que reconhece quando haverá o uso da S Pen e automaticamente inutiliza o toque das mãos, evitando que a imagem ou texto borre ou que a escrita seja cancelada.?
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Muitas aplicações embarcadas nos devices contam com essas atividades/ foco na utilização da caneta digital, como o Shape Match, aplicação que identifica a sua tentativa de círculo ou quadrado, por exemplo, e faz as correções para que a imagem fique correta, entre outros, como o Formula Match e o Text Match, todos parte do Smart Note, plataforma de criação e edição de conteúdo, que consegue gerar relatórios ou apresentações a partir de layouts pré-definidos. ?Não é apenas consumir conteúdo, mas sim criar?, pontua Piestun.
Há, também, o Photoshop Touch, desenvolvido em parceria com a Adobe, que aproveita todas as funções da S Pen, dando as possibilidades de pintar como num quadro ou de recortar fotos de forma muito mais simplista. A aplicação está disponível apenas em inglês no momento.
Para instituições de ensino, existe o Education Hub que compartilha conteúdo, integrando instituições de ensino, alunos e professores dentro de um ambiente, disponibilizando o material de aulas ou direcionamentos da instituição, comunicados e tudo mais que envolve o ambiente estudantil digital. ?E é uma questão de contar com a demanda correta para criar novas funções dentro desse ambiente?, diz o VP.
A S Pen é parte da proposta multitarefa da Samsung, que é a possibilidade de abrir várias funções ao mesmo tempo, como a escrever um relatório e assistir um vídeo no Youtube, o que já coloca em xeque a proposta da RIM com o BB10, que também tem essa ampla visão das múltiplas funções ao mesmo tempo, com rápida resposta e interação ? neste caso, a fabricante canadense caminha para surpreender positivamente o usuário, mas terá que chegar realmente muito forte. Aliás, confira um vídeo sobre a nova interface do BB10.
De 2011 para 2012, existe uma previsão, da GfK, para o aumento em 200% do consumo de smartphones, número que deve representar a venda de 2,5 milhões de aparelhos, colocando de vez o mercado interno como grande fonte de atenções de fabricantes internacionais, e a IDC afirmou que apenas no segundo trimestre de 2012 foram vendidos 606 mil tablets no País. Ou seja, a oportunidade para o Galaxy Note 10.1 e para o Galaxy Note II (que é um híbrido de smartphone e tablet, chamado de phablet) é absolutamente gigantesca, tendo em vista que a fabricante coreana colocou muito foco em vendas nos mercados emergentes, principalmente o nosso território, diferente da Apple, por exemplo, que ainda deixa a desejar neste ponto de atender a demandas em crescimento.
Apenas para pontuar: em 9 meses, o Galaxy Note I vendeu 10 milhões de unidades em todo o mundo.
E o que tudo isso significa, caro desenvolvedor?
Isso tudo significa que você tem uma oportunidade gigantesca de ganhar muito dinheiro e notoriedade com a Samsung, se souber criar e desenvolver aplicações que integrem essa experiência que a fabricante coreana tanto almeja.
Numa rápida enquete que tivemos aqui no IT Web, 51,22% dos respondentes afirmaram que era muito mais bacana desenvolver para Android, enquanto 17,78% optaram pela Apple, e, como sabemos, quando se trata da versão do sistema operacional do Google para a Samsung, tocamos num ponto de maior segurança e apelo para usuários finais e corporativos ? ou seja, tua aplicação pode ser aderente aos dois mundos e, pensando, ainda, em consumerização, os usuários vão levar o trabalho para casa ? e vice-versa ? o que te possibilita contato por tempo prolongado com o usuário.
O Galaxy Note 10.1 conta com processador Quad Core de 1,4GHz, 2 Gb de memória RAM, entrada para MicroSD, além de muitas funcionalidades do Galaxy S III, como o Smart Face, Share Shoot, entre outros, o que te possibilita criar uma aplicação mais possante e integrada para múltiplas experiências entre devices da Samsung. Outra grande oportunidade, vamos combinar.
Os devices chegam ao Brasil ? o Note 10.1 já está disponível e o Note II apenas no final de outubro ? com o sistema operacional Android 4.0 Ice Cream Sandwich e Samsung TouchWiz, sendo que o Jelly Bean chega também até o final de outubro para os devices.
Roberto Sobol, diretor de produto da Samsung Brasil, após todas essas informações ditas, afirmou que há um grupo de desenvolvimento local trabalhando para criar e descobrir novas funcionalidades e aplicações para o mercado brasileiro. ?Estamos trabalhando para crescer em número de pessoas e apps?, disse.
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Piestun ressalta: ?Certamente vamos buscar por mais pessoas para ampliar nosso time de desenvolvimento. Como o (Roberto) Sobol contou, temos essa intenção e vamos trabalhar com esse foco, pois os produtos precisam desse leque bem amplo de desenvolvedores.?
O Galaxy Note 10.1 chega ao mercado ao valor de R$ 1,899 mil e o Galaxy Note II estará nas prateleiras do varejo à R$ 2,299 mil. ?Temos uma ampla linha de tablets e devices, então contamos com opções para muitos tipos de clientes, da classe D a A?, defende Piestun, quando questionado sobre o público alvo dos novos gadgets. ?Temos muitos produtos que se adéquam a diversas necessidades, mas o preço do varejo é diferente das propostas das operadoras, então as possibilidades são muitas.?
Contextualizando o mercado e as possibilidades
Uma coisa que está muito claro, e que se você refletir vai chegar na mesma conclusão é: com a ampliação da experiência de uso do novo Galaxy Note, e também o upgrade do phablet da Samsung, a linha Galaxy Tab, aos poucos, vai sumir, pois não há sentido na busca de uma espécie de device que já está ultrapassado em, basicamente, toda a sua tecnologia.
Não diga ?mas o preço não é aderente às classes C e D, então o Tab nunca vai morrer? pois sabemos que, na realidade, a vontade do consumo, por vezes, não está restrita à classe, mas sim ao apelo da marca e, principalmente, à vontade de ter o que há de mais novo no mercado, por mais que seja usado apenas 5% da capacidade total dos devices.
Dentro das corporações, por exemplo, Piestun foi bem categórico ao dizer que ofertaria os dois devices (Note 10.1 e Tab), porém, a ênfase nas novas funcionalidades do Galaxy Note 10.1 e em suas capacidades de utilizar a escrita humana e indexar várias imagens e vídeos dentro de um relatório, deixa muito claro que a vida do Tab está com os dias ? ou meses ? contatos. Muitas empresas, como companhias de taxi, buscaram pelo Galaxy Tab para integrar seus sistemas de pedido e atendimento ao cliente, e talvez nichos de consumo como este mantenham o foco na aquisição de um tablet mais simples, que terá funcionalidade prioritária em rodar a aplicação da companhia, mas, aos poucos, vamos ver a chave sendo virada em todo o mercado, e, certamente, isso começará com você, comigo e com as pessoas próximas a nós.
Honestamente, como fã de todo o trabalho de Steve Jobs, vejo que ele fez um levantamento muito interessante com o iPad, que literalmente redefiniu a forma como as pessoas lidam com a máquina e buscam experiência diferenciadas com tudo o que é digital, mas a S Pen parece ter, além de uma alta tecnologia, muito potencial para ganhar uma ampla gama de consumo, diferente do que foi dito por ele há três ou quatro anos.
A única coisa que falta a Samsung agora é ganhar o mesmo poder de marca que a Apple, que, entre outras palavras, é uma religião da tecnologia, que com poucos produtos tem tornado a vida dos concorrentes um verdadeiro inferno mercadológico, e transformado seus consumidores/ clientes em verdadeiros zumbis apaixonados pela maça.
Desenvolvedores, vocês têm uma missão muito grande neste mundo bipolar Apple/ Samsung: transformar o Android da companhia coreana em algo tão atrativo quanto as curvas acentuadas e perfeitas dos equipamentos da empresa de Cupertino. Que vença o melhor.
Redação
1 semana atrás
Redação
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Redação
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Pamela Sousa
1 semana atrás