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A Intel prometeu nesta semana, durante o Intel Developer Forum, realizado em São Paulo, que até o fim deste ano construirá um microprocessador com mais de 50 cores e cinco bilhões de transitores. A ideia, segundo Kirk Skaugen, vice-presidente da companhia, é entrar no segmento de computação de alta performance (HPC, da sigla em inglês), com a capacidade de processar em um nível de exaflops, até 2018. Ao mesmo tempo, o executivo comentou que o Brasil precisa se focar neste tema e, também, na criação de um ecossistema de cloud computing nacional.
“Supercomputação é algo importante para a proteção da própria nação”, disse o executivo. De acordo com Skaugen, o projeto a ser entregue no fim do ano visa a acelerar fluxos de trabalho, por meio de compiladores e ferramentas como os vistos na linha Xeon, voltada para servidores. A fabricante ainda garante que haverá compatibilidade com linguagens como Cuda.
“Entregar uma capacidade de supercomputador em 2018 é algo muito mais rápido do que jamais imaginamos”, comentou o executivo. Citando dados da China – o maior mercado de PC do mundo – , e do Brasil – o terceiro da lista – o executivo chamou a atenção para o esforço diante dos investimentos em HPC em ambas as nações.
No caso do país asiático, o nível de processamento de gigaflops atingiu a marca de 6 milhões neste ano, ao passo que no Brasil o total é perto de zero. “Muitos desses flops, com certeza, são utilizadas em defesa nacional, pesquisas em ciência e avanço da tecnologia”, contou.
Já no que diz respeito a microprocessadores em nuvem, em 2009, o Brasil tinha algo em torno de dez mil, ao passo que a China girava em torno dos 80 mil. Em 2011, o outro país tinha 450 mil. Nós, pouco mais de 50 mil.
“Está em nossas mãos , como indústria, olhar para isso e ver se queremos fazer algo sobre. A cloud computing não está acontecendo localmente”, finalizou.
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