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6 habilidades que robôs (ainda) não têm

A era da automação, impulsionada por tecnologias de inteligência artificial, somada à chamada indústria 4.0, trouxe um importante debate: como será o futuro do trabalho?

Segundo informações divulgadas pelo Fórum Econômico Mundial, cerca de 7 milhões de empregos serão extintos nos próximos anos. Nesse contexto, desemprego em massa e a crescente desigualdade social são duas das principais preocupações hoje.

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Mas não precisa ser necessariamente assim. Se adotarmos o mindset adequado, com habilidades comportamentais (soft skills) e habilidades técnicas (hard skills), teremos uma forte tendência organizacional em prol de um ambiente inovador.

Segundo Flora Alves, da SG Aprendizagem Corporativa, uma das maiores especialistas brasileiras em processos de aprendizagem organizacional, nesta nova realidade, em que há um grande investimento em tecnologias com o intuito de automatizar os processos corporativos na busca por um padrão ágil, todo profissional precisará fortalecer atividades impossíveis de serem automatizadas hoje.

“Diante de todas essas mudanças, a área de Recursos Humanos não pode esquecer de seguir desenvolvendo um olhar aguçado para o capital humano. A adoção de plataformas tecnológicas é um caminho que impulsiona o crescimento do negócio. Por outro lado, pode dar margem para o aparecimento de gaps no desempenho dos colaboradores – o que é capaz de minar os efeitos positivos deste momento inovador. Ou seja, as organizações precisam enxergar as pessoas como parceiras valiosas na condução da Transformação Digital”, afirma Flora.

Em suma, o tempo de desenhar o futuro do trabalho chegou.

Confira seis habilidades difíceis de serem automatizadas hoje e  que robôs ainda não são capazes.

Pró-atividade

A alta liderança e os diretores de RH devem construir uma estratégia de força de trabalho responsável por suprir os desafios desta era. Para que isso aconteça, é necessário reservar um espaço na agenda para um brainstorming no qual irão mapear as mudanças em andamento, documentar os empregos e as práticas corporativas em declínio, e destacar as possíveis oportunidades em um novo cenário comercial.

Inserção tecnológica

Apesar do surgimento de muitas tecnologias, é fundamental que três recursos fiquem na lista de prioridades das empresas nos primeiros anos da transformação. Entre eles, a computação em nuvem, onde servidores remotos hospedados em data centers permitem que as informações do negócio permaneçam acessíveis a qualquer hora ou local. Além de poupar os custos que ocorrem em espaços físicos, o sistema é extremamente seguro, pois garante cópias dos dados em diferentes pólos.

O uso de Big Data também faz parte dos destaques tecnológicos durante a transição. A finalidade do método é filtrar o excesso de conteúdos aos quais as pessoas são expostas diariamente, a fim de transformá-los em insights de valor para o planejamento estratégico. Logo, trata-se de um meio que ajuda os executivos a estabelecer indicadores organizacionais, mensurar a eficácia dos processos internos, prever e gerir riscos, conhecer o padrão comportamental dos clientes e reconhecer oportunidades de mercado.

Por fim, a inteligência artificial fecha o ranking de tecnologias indispensáveis no ambiente corporativo ao simular a inteligência humana, enquanto acompanha o comportamento dos funcionários. Neste caso, as pessoas assumem as tarefas estratégicas e os robôs “cuidam” dos âmbitos operacional e tático.

Suporte à performance

Além de oferecer um treinamento com o intuito de desenvolver a competência de aprendizagem ágil, em meio a processos de transformações sociais, é imprescindível ter um planejamento de suporte à performance a fim de suprir os gaps que serão ocasionados no desempenho dos colaboradores. A iniciativa aumenta a segurança na hora de implantar os novos conhecimentos e evita ruídos de informações – o que garante uma execução assertiva.

Criatividade

Esta é uma característica puramente humana, e que jamais poderá ser substituída por nenhuma tecnologia. Mentes criativas sempre serão fundamentais nas empresas. É um estado mental em que buscamos enxergar um cenário sob outras perspectivas. Algo que somente pessoas têm o dom de fazer. E cada vez melhor.

Persuasão

Esta habilidade é conhecida por usar gatilhos emocionais que provocam determinadas reações desejadas. Persuadir significa superar qualquer objeção do cliente ou fornecedor com fatos e argumentos bem construídos, visando ao bem-estar do sistema como um todo.

Raciocínio analítico

A pessoa com um raciocínio analítico será responsável por estudar os dados gerados diariamente na empresa. Estamos diante de um mar de dados que são valiosos. É preciso investir no desenvolvimento das competências para interpretá-los, filtrá-los e transformá-los em insights.

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Redação
Tags: AIautomaçãointeligência artificial
7 anos ago

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