Ultrabooks vão falhar, diz AMD

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Ultrabooks vão falhar, diz AMD

Os ultrabooks vão falhar no mercado de computadores. A afirmação – um tanto quanto chocante – foi feita recentemente pelo gerente geral para AMD do Brasil e vice-presidente das operações da América Latina, Ronaldo Miranda. Segundo o executivo, o conceito, criado pela concorrente e dominante no mercado de processadores, a Intel, é simplesmente impossível de ser produzido a um preço razoável. Em sua visão, são os ultrafinos, e não os ultrabooks, que fincarão os pés no mercado.

As declarações foram dadas durante lançamento da linha de processadores acelerados (APUs) série A, conhecida como Trinity, realizada em São Paulo.  “Vocês não vão ter um notebooks fininho da concorrente com bateria de oito horas. Impossível. Se durar, vai custar R$ 10 mil.  Só dá para vender por US$ 1 mil fazendo mágica. Nosso bolso não é flexível, nossa população é pobre. Quem define quanto dura uma bateria é a fabricante do equipamento, e não do chip”, alfinetou, afirmando que com uso normal de um computador, a autonomia fica em torno de três horas.  Além disso, o executivo completou que passando de 35 milímetros para 25 milímetros, um notebook tem praticamente o mesmo custo de fabricação – o que não ocorre quando a espessura fica em 19 milímetros.

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Claramente que a AMD não endossaria um conceito criado pela sua concorrente. A Intel lançou o termo no ano passado e logo em agosto apresentou um fundo no valor e US$ 300 milhões, sob gestão da Intel Capital, para auxiliar parceiros no processo de pesquisa para essa nova tendência. São várias especificidades, combinadas de acordo com a espessura do dispositivo (de 15 a 18 milímetros, sendo que a opção de 21 milímetros, segundo notícias, seria apenas um notebook fino, e não necessariamente um ultrabook).  A ideia é uma evolução do notebook atual, com bateria que dura de oito a nove horas em uso, conectores USB 3.0, disco de estado sólido (SSD), ThunderBolt, drive ótico e tela de retina.

“PCs ‘tijolinho’ não têm mais futuro. Projetamos que 31% do mercado de mobilidade será dos fininhos em 2014”, ponderou, atribuindo este movimento a um momento de inflexão natural no mercado de computadores convencionais, processo que as fabricantes devem compreender e tentar contornar com novas ofertas.

Com a expectativa de venda de 26 milhões de computadores em 2015 – sendo 15 milhões de notebooks e 11 milhões de desktops -, deixa claro que o mercado de PCs é móvel e que não tarda à parcela dos equipamentos de mesa ficarem com ainda menos espaço no mercado. Contudo, diante da explosão verificada no mercado de ultrabooks nos últimos meses – peguemos o exemplo da Computex 2012, que revelou 150 novos modelos – é difícil entender o porquê de este não ser, nas palavras de Miranda, um produto vencedor.

“Como é possível lidar com o parceiro para que ele siga a recomendação de boas práticas se não vemos uma máquina com processador de oito núcleos e em vez de colocar um SSD põe um HD de tantos terabytes? Afinal, os parceiros são amigos ou inimigos?”, continuou Miranda. “A AMD não quer controlar o meio ambiente, queremos ser apenas um pedaço dele. Se ficar na rigidez do spec [especificação], do controle, vai falhar”, continuou, dizendo, posteriormente, acreditar que não demorará muito para as fabricantes consideraram as especificações do ultrabook como impraticáveis a preços competitivos no mercado.

Miranda disse que o segundo semestre deste ano está se mostrando com um forte potencial competitivo, exatamente porque a companhia não apresenta especificações dura de controle para a criação da categoria de ultrafinos. Segundo ele, esse discurso – quem escolhe a especificação da máquina é o fabricante, e não fornecedor do processador – tem sido extremamente bem recebido pelos parceiros, especialmente OEMs. “Se as projeções se confirmarem, vai ser uma briga. A AMD é muito mais flexível do que a vendedora alternativa de motores”, concluiu.

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