A inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) está na moda. Todo dia, vemos histórias novas e interessantes sobre sua utilização. Só que, como toda tecnologia, a jornada da AI não foi simples e poucos imaginam quanto empenho foi necessário para chegar ao resultado que temos hoje. O alerta é de Paulo Henneberg, Field Marketing Manager da Hitachi Vantara. Com base nessa observação, ele elencou cinco dos principais momentos da história que influenciaram o seu desenvolvimento:
Conhecido como o pai dos computadores modernos, Alan Turing publicou um artigo em 1950 descrevendo o Teste de Turing – também conhecido como “Jogo da Imitação” – que testou se uma máquina poderia convencer uma pessoa a pensar que ela era humana. Esse teste deu origem ao que conhecemos hoje como filosofia da inteligência artificial.
O cientista da computação John McCarthy cunhou o termo “inteligência artificial” em 1956, numa conferência na Universidade de Dartmouth. Depois disso, o governo dos EUA concedeu financiamento a McCarthy e ao colega cientista Marvin Minsky para desenvolver a AI e ajudar a fortalecer a posição do país na Guerra Fria, contra a Rússia. Muitos esforços foram feitos no uso da inteligência artificial para entender os padrões da língua russa. O que eles esperavam era traduzir documentos russos em maior escala e mais rapidamente.
A década de 1970 representou o inverno da vida da AI. Os financiamentos governamentais foram cortados, já que não houve progresso suficiente. Em 1973, o professor Sir James Lighthill argumentou que as máquinas nunca seriam capazes de alcançar mais do que um nível “amador experiente” no xadrez.
Em 1997, após um aumento no financiamento para a AI e seu sucesso comercial nos anos 80, o supercomputador Deep Blue da IBM venceu o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov. O Deep Blue foi capaz de analisar até 200 milhões de posições potenciais por segundo.
Em 2016, uma equipe do Google ensinou um computador a guardar segredos criando redes neurais que podem criptografar informações e ocultá-las umas das outras. Eles ensinaram as redes “Alice” e “Bob” a criptografar informações e compartilhá-las umas com as outras, evitando que a terceira rede chamada “Eve” a decifrasse.
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