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4 tecnologias que vão mudar o futuro da energia

Imagem: Shutterstock

Durante o ARPA-E Energy Innovation Summit 2025, realizado nos arredores de Washington, DC, pesquisadores, startups e investidores apresentaram inovações promissoras para transformar o setor de energia. O evento, organizado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, reuniu projetos de alto risco e alto impacto, financiados pela agência para acelerar a transição energética.

Entre as diversas propostas exibidas, quatro tecnologias chamaram a atenção por seu potencial de revolucionar a produção e o consumo de energia no futuro. Segundo o MIT Technolovy Review, as quatro tecnologias que vão pautar o futuro são:

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  1. Aço produzido com lasers

A startup Limelight Steel desenvolveu um processo para produzir ferro – o principal componente do aço – utilizando lasers em vez de carvão. Atualmente, a produção de aço responde por cerca de 8% das emissões globais de gases do efeito estufa, principalmente porque a indústria ainda depende de altos-fornos movidos a carvão.

O método da Limelight usa lasers para aquecer o minério de ferro a mais de 1.600°C, permitindo a separação do ferro puro das impurezas. A tecnologia já foi testada em pequena escala com um sistema de 1,5 kW, capaz de processar entre 10 e 20 gramas de minério. A próxima etapa será ampliar a escala para 150 kW de potência, com capacidade para produzir até 100 toneladas de aço por ano.

A startup se beneficia dos avanços da indústria de telecomunicações, que reduziram significativamente o custo dos lasers, tornando a solução viável para aplicações industriais.

Leia também: Negócios de impacto: como transformar propósito em resultados?

  1. Rochas que produzem combustível

Uma inovação apresentada pelo MIT sugere que depósitos subterrâneos de hidrogênio podem ser uma fonte promissora de energia. O conceito, chamado de hidrogênio geológico, vem ganhando atenção como alternativa para abastecer indústrias e transportes pesados.

O projeto, liderado por Iwnetim Abate, não apenas busca encontrar reservas naturais de hidrogênio, mas também criar condições subterrâneas que estimulem sua produção. Seu laboratório demonstrou que, ao utilizar catalisadores e processos naturais do subsolo, é possível gerar hidrogênio e amônia – um componente essencial para fertilizantes.

A pesquisa foi transformada em uma startup, a Addis Energy, que já recebeu financiamento do ARPA-E para desenvolver a tecnologia comercialmente.

  1. Ímãs de ferro para substituir metais raros

A empresa Niron Magnetics apresentou uma solução para a crescente demanda por ímãs de alta potência, essenciais para veículos elétricos, turbinas eólicas e eletrônicos. Atualmente, esses ímãs dependem de neodímio e outros metais raros, cuja produção é majoritariamente controlada pela China, o que gera preocupações geopolíticas e limita a oferta global.

A Niron desenvolveu um novo tipo de ímã feito de ferro e nitrogênio, eliminando a necessidade de elementos raros. Para demonstrar a tecnologia, a empresa exibiu uma guitarra elétrica equipada com seus ímãs, substituindo os tradicionais de alumínio, níquel e cobalto.

A companhia já opera uma fábrica piloto com capacidade de 10 toneladas anuais e planeja expandir para 1.500 toneladas por ano em uma nova planta de larga escala.

  1. Baterias de sódio para data centers

Com a explosão do uso de inteligência artificial e serviços em nuvem, os data centers estão consumindo quantidades crescentes de energia, sobrecarregando redes elétricas. Para lidar com essa demanda, a Natron Energy desenvolveu baterias de íons de sódio, uma alternativa mais barata e sustentável às baterias de lítio.

O grande diferencial dessa tecnologia é que ela não depende de lítio, cobalto ou níquel, metais que apresentam desafios logísticos e ambientais. As baterias de sódio podem ser instaladas em data centers para equilibrar picos de demanda, permitindo que os equipamentos operem com eficiência máxima sem comprometer a rede elétrica.

A Natron já opera uma linha de produção em Michigan e tem planos para abrir uma fábrica de US$ 1,4 bilhão na Carolina do Norte.

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Redação
Tags: energiatendência
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