“Estar online não significa ser presente”, diz executivo da IBM sobre as redes sociais

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“Estar online não significa ser presente”, diz executivo da IBM sobre as redes sociais

Entre as palestras e bate-papos durante a edição 2011 do IBM Fórum, Mário Costa, gerente de soluções de colaboração da IBM falou sobre o mundo das redes sociais voltado para o mercado corporativo. Para o executivo, as organizações estão, hoje, mais focadas e com linhas de trabalho bem definidas para as redes e mídias sociais, pois já entendem em quais nichos devem atuar.

?Não se trata mais de estar única e exclusivamente presentes nas redes sociais. Hoje, as empresas já conseguem identificar o que elas esperam desse ambiente de colaboração da internet, e estão prontas para trabalhar de forma rápida com as pessoas que interagem com suas marcas?, afirmou Mário Costa. “Estar online não significa ser presente”.

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Segundo o executivo, as empresas segmentam o mundo online de colaboração entre mídias sociais e redes corporativas. ?A ideia é que os clientes sejam direcionados para um ambiente ?corporativo? direto da mídia social. Ou seja, digamos que alguém fale o nome IBM na internet, abordando um assunto que precisa de uma resposta. Nós daremos a resposta por lá, mas vamos moldar um caminho para que ele passe a integrar a rede da corporação de forma espontânea, sem vincular à marca?, disse.

Vale frisar: o executivo ressaltou que os usuários não gostam de se sentirem participando de um ambiente publicitário, algo em que tudo são rosas e tenham, em todos os lados, o logotipo da empresa. Segundo Mário, é possível criar um ambiente corporativo, com assuntos e pautas realmente interessantes sobre mercado e colaboração, sem tornar a exposição das ideia maçante ou alvos de ?represálias? das instituições. ?O usuário tem que fazer parte da sua rede por ele entender que aquilo vai agregar algo a ele e não porque você fez uma campanha ?faça parte?, pois isso já foi provado que não faz sentido em um ambiente de total liberdade?, explicou.

Como exemplo, o executivo falou de uma rede social para mulheres investidoras, criada pelo Citibank, nos EUA. ?Na home page, assim como as páginas internas, não aparece o logotipo da instituição. Pelo contrário, o ambiente tem tons verdes, e o Citibank é azul, por assim dizer. Lá, elas fazem consultorias e recebem ajudas sobre investimentos bacanas em ações legais, através do bate-papo com outras investidoras e pessoas do banco, que as atendem de forma pessoal, sem aquela coisa burocrática?, comentou. ?As investidoras não se sentem parte de uma cota de vendas, mas sim realmente motivadas a aplicar seu dinheiro, por mais que seja através do banco, pois fica subentendido que aquele ambiente trata-se de uma rede de consultoria e não a página de investimentos de um banco?, complementou.

?A IBM tem desenvolvido um projeto que considera o ideal para as redes sociais corporativas. Imagine pegar Facebook, Twitter, LinkedIn, Orkut e até mesmo o email, e colocar em uma única interface, onde o administrador consiga responder, de forma segmentada, a tudo que surgir nessas redes de forma exclusiva, como deve ser a linguagem de cada rede. Esse é o ideal visto pela IBM, e é atrás dessa tecnologia que estamos trabalhando para levar ao mercado uma solução realmente eficaz e integradora?, finalizou. “Estamos desenvolvendo nosso Social Business, que parte do princípio e utilizar a rede e a colaboração, de uma forma que possa trazer a capitalização de um meio”.

 

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