Econocom Brasil aposta em IA e aquisições para manter crescimento

Em 2017, empresa registrou alta de 70% em faturamento e estima crescer 20% neste ano

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Econocom
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A Econocom Brasil é uma subsidiária do grupo francês Econocom, de soluções de transformação digital. Apesar das turbulências econômicas em solo nacional, registrou crescimento de nada menos que 70% em faturamento em 2017. O crescimento foi pautado especialmente na conquista de grandes clientes nos setores de finanças, telecom e indústria.

A grande protagonista desse feito no ano passado foi a oferta de serviços de Application Performance Management (APM), baseados na plataforma AppDynamics, da Cisco. “Somos, hoje, o maior parceiro da Cisco América Latina nesta solução”, diz André Pedrosa (foto), gerente geral da Econocom Brasil.

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Para 2018, Pedrosa estima que o faturamento da empresa aumente 20%. “Planejamos, também, adquirir algumas integradoras de soluções, para reforçar a nossa estratégia de crescimento”, diz, acrescentando que o perfil para a escolha dessas empresas estará focado na capacidade de conhecimento. “Buscamos quem pode agregar inteligência ao que já temos. É o que chamamos de ‘atitude de última milha’. Tem de apresentar essa cultura no DNA”, desafia.

O executivo adianta, sem revelar nomes, que já está conversando com algumas empresas e que em breve o mercado terá novidades. Enquanto isso, ele comemora o fato de o excelente desempenho da Econocom Brasil ter despertado muito o interesse pelo mercado nacional. “Voltaram a ver o Brasil com potencial de crescimento muito forte.”

“Nossa participação nos resultados do grupo ainda é muito pequena, considerando que a Econocom global faturou 2,5 bilhões de Euros em seu último ano fiscal. E projeta para até 2020 4 bilhões de Euros em receita globalmente. Mas o Brasil tem muito mais a oferecer”, garante.

Diferencial do Brasil e novidades

O mais interessante para todo o grupo, no entanto, revela Pedrosa, é que o Brasil se destaca não em commodities e sim por meio de projetos disruptivos de grande relevância para transformação digital. “Não somos espelho da França, temos esse importante diferencial.”

As soluções no Brasil têm como foco a visibilidade do negócio, segundo Pedrosa. “Elas proporcionam aos clientes enxergar como cada operação se comporta e como cada usuário reage e a recebe. Elas realizam uma monitoração 360º, apoiadas na experiência do usuário, mostrando o andamento das transações, consultas a saldos, indicadores de negócios, entre outras possibilidades, tudo isso em tempo real”, explica.

E há novidades no horizonte. Para 2018, a unidade brasileira joga na mesa um importante trunfo: a parceria estratégica com a empresa IPSoft, norte-americana especializada em automatização de atendimento ao cliente. Assim, pretende acelerar projetos baseados em inteligência artificial (IA).

Ele antecipa que a empresa vai ativar a oferta da assistente digital da IPSoft, a Amélia. “Não é concorrente da plataforma cognitiva da IBM, o Watson. E sim, complementar. Ela conseguirá estabelecer conversas de maneira bem natural com os clientes dos nossos clientes”, avisa.

Em linha com o mundo

Segundo o executivo, o País está na mesma toada do grupo, que nos últimos três anos, cumpriu com a lição de casa e se transformou para poder oferecer serviços inovadores, integrados de maneira diferenciada com tecnologias emergentes.

“Nessa transformação, aceleramos o processo de ajustes culturais, conectando a empresa às atuais exigências da nova economia, que demanda novas habilidades e capacitações”, explica.

O novo cliente tem poder e precisa de uma boa primeira impressão, alerta Pedrosa. Por isso, ele diz, Experiência do Usuário também integra o foco da estratégia da companhia. “Temos mais de 10 mil colaboradores em todo o mundo e hoje temos de ser aptos em B2B, com sensibilidade B2C”, ensina.

A Econocom está presente no Brasil desde 2009, opera em todo o País e conta com mais de 400 colaboradores.

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