Imagem: Shutterstock
Mais de US$ 100 mil anuais: esse é o custo que cerca de 70% das empresas pagam em formação complementar para capacitação de cibersegurança. Os dados fazem parte de um estudo revelado semana passada pela Kaspersky, e que ouviu profissionais de segurança do mundo todo, inclusive América Latina.
As empresas também se queixaram da falta de profissionais de cibersegurança no mercado, o que significa que boa parte delas não conta com especialistas.
De acordo com este estudo, 43% das organizações afirmam que costumam gastar entre US$ 100 e US$ 200 mil por ano em cursos de segurança, enquanto 31% chegam a investir mais de US$ 200 mil. Os restantes 26% costumam pagar menos de US$ 100 mil.
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“De uma maneira geral, as deficiências de formação acadêmica atingem de forma igual a área de cibersegurança, e este fato não pode ser negligenciado. É necessário que as empresas criem estratégias paralelas de capacitação de seus especialistas, considerem o uso dos serviços de provedores qualificados e suas ferramentas de inteligência em ameaças, para diminuir esta lacuna e garantir um nível de proteção digital adequado”, diz Claudio Martinelli, diretor-geral da Kaspersky para Américas.
Na América Latina, segundo o estudo, mais da metade dos profissionais de cibersegurança (51%) acreditam que a capacitação de cibersegurança empresarial não é suficiente. E que para se manterem competitivos e atualizados, eles estão dispostos a pagar cursos de formação adicionais com o próprio dinheiro.
Profissionais de cibersegurança também mencionam que a formação acadêmica disponível não acompanha a rápida evolução do setor e não fornece programas necessários com a mesma rapidez. Além disso, alegam 50% deles, há escassez de cursos que abrangem novas áreas.
Por fim, 38% dos entrevistados latinos dizem que esses cursos exigem conhecimentos prévios que não são informados no ato da matrícula, incluindo linguagens de desenvolvimento e matemática avançada. Além disso, outros 43% dizem que as pessoas tendem a esquecer o que aprenderam porque não têm oportunidade de aplicar na prática.
Para melhorar as competências das equipes de cibersegurança, os especialistas da Kaspersky recomendam:
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